quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Look at the stars, look how they shine for you"





Todos conceitos e formas das estrelas me encantam. Talvez porque normalmente quando falamos das estrelas, alguma coisa boa é.

Mais uma definição da Wikipédia:

"Uma estrela é um corpo celeste luminoso formado de plasma. Por causa de sua pressão interna, produz energia por fusão nuclear, transformando átomos de hidrogênio em hélio.
A estrela mais próxima da Terra — depois do Sol, a principal responsável por sua iluminação — é Próxima Centauri, que fica a 40 trilhões de quilômetros, ou 4,2 anos-luz."

Estrela cadente: é o nome dado a um fenômeno astronômico que acontece frequentemente. Apesar do nome, não são estrelas, são meteoróides que entram na atmosfera terrestre e sofrem intenso atrito. O aquecimento gerado pelo atrito faz com que os meteoros cheguem a pegar fogo. Com isso ocorre a emissão de luz própria, permitindo que eles possam ser vistos."


Estrela de Davi:"De acordo com a Cabala (livro de mística judaica), a Estrela de Davi insinua a representação das sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada triângulo dos seis triângulos que formam os lados da estrela representariam uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos da Estrela de Davi representariam a emanação denominada Malchut. O filósofo Franz Rosenzweig deu uma outra interpretação muito peculiar à Estrela de Davi, quando afirmou que um dos triângulos constituintes do símbolo seria a representação da base de focos que caracterizam o pensamento do mundo – Deus, o homem e o mundo.
a Criação (a relação entre Deus e o mundo), a revelação (a relação entre Deus e o homem) e a redenção (a relação entre o homem e o mundo). Os cristãos utilizam o símbolo como sinal de respeito à Israel, sendo esse o lugar onde eles acreditam que Jesus voltará."




Viajei nas férias com uma amiga, tinhamos 14 anos e depois da praia ficamos o resto do dia na piscina, até as estrelas aparecerem. Ela me disse uma coisa, que
me tocou muito na hora, e que faz o maior sentido: "Larissa, você já percebeu que o mundo todo está debaixo do mesmo céu? E que as estrelas contempladas por nós
agora, também podem ser admiradas no exato momento por pessoas queridas?!" Isso além de lindo, é confortante.

Sempre quis as estrelas. Queria guarda-las, aquelas feitas (ou mal feitas) por mim, as dadas pelas professoras - recortadas de um papel dourado-, as milhares de
estrelas que existem no meu quarto (ímã, luminária, porta retrato,lençol e fronhas, na minha porta...), tanto quis que tatuei uma, que como as estrelas, eu sei que existe mas nem
sempre vejo.

E, aquela definição para pessoas especiais: "Tal pessoa nasceu com uma estrela".
Meu pai dizia quando eu era pequena, não só pra mim, mas pra outras pessoas também "A Larissa é minha estrelinha". Nossa, como eu ficava metida, um nojo!!!
E aquele pedido, que pelo menos eu, faço com todo coração quando passa uma estrela cadente?
Ou aquela explicação delicada que algumas pessoas dão às crianças que ainda não tem entendimento sobre a morte, que a pessoa querida agora é uma estrela.

Eu quero, muitas estrelas. Quero segui-las, conquistá-las, contemplá-las...

Quero que minha estrela brilhe, assim como as estrelas das pessoas que amo.

Sim, todos nós nascemos com uma estrela, se ela ainda não se revelou, é porque falta auto conhecimento para nossa fusão nuclear acontecer..



"Importante é ser estrela...
Permanecer... estar presente...
Marcar presença...
Estar junto...
Ser Luz.. Ser calor... Ser vida.


AMIGO é estrela
Podem passar anos, podem surgir distâncias,
mas fica a marca no coração.
Coração que não quer enamorar-se de cometas,
que apenas atraem olhares passageiros...
E muitos são os cometas...
Passam... a gente bate palmas e desaparecem."



Seguindo Estrelas
Paralamas
Composição: Herbert Vianna

Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim
Pra não tocá-la, melhor nem vê-la
Como é que você pôde se perder de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê
(...)


sábado, 21 de novembro de 2009

Aos encontros e aos momentos...






Não sei se é o meu momento, ou a minha nova forma de enxergar as coisas, mas tenho tido, TODOS
OS DIAS, encontros e momentos inspiradores. Não é exagero, e nem arrogância, tenho mesmo me enchido
de emoção e me motivado com coisas simples.

Encontro, na minha cabecinha, se resumia a duas coisas: o de amor, e o profissional.
E é tão maior que isso, e com infinitas definições...

Toda essa luz surgiu quando li um texto de Goethe, que fala da movimentação que acontece quando nos
propomos a realizar um projeto.
E, o mais engraçado foi que depois desse insight, algumas músicas, textos, filmes e conversas surgiram
abordando o mesmo assunto.

É um tema muito clichê, frequenta estantes de auto ajuda, músicas melosas, filmes frustrantes...Mas não deixa
de ser um tema real.

Cansei de dizer e de ouvir: Por que meu projeto não fluiu? Por que não dei certo com esse tal cara? Por que essa amizade
tão antiga não funciona mais? Pô, é simples: DESENCONTROS. No final daquela música da Vanessa da Matta com Ben Harper,
ela diz "Um bom encontro é de dois". É isso! Com tudo - encontro: de ideias,pensamentos, na profissão, com si mesmo, de projetos,
apaixonantes, reencontros, ir de encontro a...

A terceira lei de Newton diz: "Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e de sentido contrário."
Agora imagina, você ir com tudo de encontro com o nada? Vai causar algum impacto? O objeto que você esperava colidir, nada tem a ver com isso.
Foi simplesmente um desencontro.

Todo encontro nos causa alguma sensação: seja de arrepio, uma ideia brilhante, um desfecho, horas de conversa, de risada,
alguma certeza, alguma dor, ansiedade...
Se vieram de encontro a você, não foi a toa. "Você atrai o que você transmite" ( e não é que essas frases populares fazem o
maior sentido?!)
Até dos encontros com a dor, com a tragédia, podem render atraves da superação coisas incríveis.

Outro dia tive a felicidade de encontrar a Flavia na faculdade depois de um dia dentro da biblioteca, num
calor bizarro. Estava acontecendo "Fala Favela", em homenagem ao dia 20 de novembro, com algumas oficinas (jardinagem, fotografia, música, circo...) e alguns eventos depois.
Eu e Flavia escolhemos a oficina de fotografia. Quando descobri que iriamos construir nossas maquinas, tirar e revelar nossas fotos, me bateu um medo! Pensei logo "Minha maquina vai ser a mais zuada, vou tirar uma foto que não vai
caber nenhuma interpretação, e algum desastre meu vai explodir a sala de revelação" Que pessoa otimista! Hahahahahaha!
Foi tudo maravilhoso, nunca tinha imaginado que construir uma máquina poderia ser tão simples, e como é delicioso participar
de todo o processo...

Depois disso conhecemos um pouco mais o professor que nos ofereceu a oficina, ele é do grupo "Sócio Cultural Raízes em Movimento".
Conhecemos a visão dele, das fotografias, do mundo e da comunidade do Complexo do Alemão.
Passamos a tarde com ele, eu - ouvindo admirada as coisas interessantes que ele e Flavia diziam.
Eles nos falou do Henri Cartier-Bresson, nos explicou do "momento certo" ( um exempo é passar um dia inteiro com a maquina esperando o momento exato, para tirar apenas uma foto), o olhar descolonizado nas fotos, sobre a emoção que as fotografias precisam passar
para serem consideradas arte... Saimos da faculdade, comemos pizza... Foi um encontro, que mesmo com toda diferença, podemos nos entender,
aprender, nos abrir...

O momento -mais emocionante desse encontro- foi quando Flavia contou que quando morou fora, ela começou a colecionar cartão postal, e a exigência dela na hora de comprar os cartões era: "Eles tinham que me emocionar". No meio do papo, ela tirou da bolsa, um cartão lindíssimo preto e branco de um senhor tocando em uma calçada, com várias crianças em volta - cada uma com uma expressão diferente-, e quando eu penso que Flavia não poderia me surpreender mais, ela escreve "aos encontros e aos momentos, Flavia", presenteando o protagonista do nosso encontro.
Conseguiu, claro, deixar todos sem palavras.

Essa é a Flavia: minha amiga de tantos anos, com quem eu tenho inúmeros encontros e reencontros.

À você, minha amiga Flavia, à todos os amores, aos encontros e aos momentos...


* Coloquei fotos do fotógrafo Henri Cartier-Bresson e da técnica que aprendemos(de pinhole -fotografia artesanal)




"No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. "
(Goethe)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Middle brother







Hoje vou falar do Maurício, mesmo sem existir palavras para o definir nem o que ele representa na minha vida.

Ele é quase 7 anos mais velho que eu, libriano, nasceu no mesmo dia do Cartola, é muito inteligente, charmoso, ENGRAÇADO,flamenguista doente,
quem não conhece acha que é tímido e quem conhece o lado zuador dele não consegue ver o coração que ele tem. Eu, nesses 23 anos
consegui. Ele está pronto para ajudar e tem uma sensibilidade incrivel.

Meus pais não planejavam ter mais filhos, e eu surgi na barrigota! Maurício era o mais novo, e passou a gravidez toda sem
querer saber do neném. Só comentou com a minha mãe "o bebe vai nascer depois que o cometa Halley passar". E nasci mesmo!!! Quando minha mãe chegou
em casa comigo, tinha um desenho de nós duas feito por ele.

Fui crescendo junto com as implicâncias dele, com o ciúme, sendo zuada. Mas ele estava lá, presente, cuidando de mim, estimulando meu bom senso,
me levando para o inglês,para o espanhol, para o colégio, buscando de festas, trocando a música no carro quando eu dizia que gostava, me alertando
sobre os homens, me seguindo em Guarapari, zuando meu esmalte, corte de cabelo e todos os meninos que eu falava que gostava ele dizia ser igual ao Cirilo do Carrossel.


Nos tornamos adultos, continuamos unidos, mas agora muito amigos (as zuações continuam).
Ele - que sempre foi o ponto de equilíbrio da casa, buscando a paz, conselheiro de todos, presente em todos os eventos,
imparcial, carinhoso- está fazendo uma falta enorme apesar de estar todos os dias nos meus pensamentos.

Nunca pude agradecer tudo que você foi, e é na minha vida.
Muito obrigada por ser meu grande amigo e um pouco pai, pelos filmes que assistimos juntos, pela paciência, pelos brigadeirões quando eu estava na TPM, e pelos lanches também, por ter me ensinado a gostar de wisky, do flamengo, a ser menos explosiva, a ser mais crítica, mais mais cuidadosa com as pessoas, pelas conversas, confidências, cumplicidade...

Irmãos: antes não tinha noção da grandeza desse amor. Eles, como você, são 50% sua mãe, e 50% seu pai. São a lembrança da infância, são seus aliados,e representam a torcida mais sincera.

Mauri, QUE SAUDADE! AMO MUITO VOCÊ!


O que seríamos de nós sem irmãos?
Não poderíamos ser os caçulas,
nem os mais velhos,
nem mesmo os "do meio".
Não poderíamos confidenciar sobre aquela paixão.
Não poderíamos brigar pelo pedaço maior do bolo.
Não teríamos em quem pôr a culpa pelo vaso quebrado.
Não teríamos com quem jogar bola ou brincar de boneca.
Não teríamos com quem conversar durante a madrugada.
É por isso que devemos agradecer pela dádiva que a vida nos dá,
Quando temos aquele ombro amigo, depois da briga com o namorado.
Ou simplesmente, quando eles estão lá, nos olhando admirados. "

* Próximos posts também dedicados aos irmãos: os gêmeos.


sábado, 14 de novembro de 2009

Yin-yang






Yin Yang é, na filosofia chinesa, uma representação do príncipio da dualidade de yin e yang.

Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:

  • Yang: o princípio ativo, diurno, luminoso, quente, masculino.
  • Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio, feminino
(Yin-yang segundo a Wikipédia)


Esse encontro com as meninas, realmente me inspirou - tive um reencontro comigo, menina, com
meus desejos mais puros, minhas idéias mais autênticas, descobrindo meu jeito, me abrindo para
o desconhecido...


Tenho vivido numa pressa, que meu piloto automático tem estado muito mais presente na minha
vida.
E, acabei esquecendo meu maior anseio, o de ser equilibrada.

A idéia do equilíbrio logo me traz a imagem do sereno, pacífico, a atitude ponderada, do silêncio, das músicas instrumentais,
dos pesos opostos e iguais,da voz doce, da calmaria do mar...

Engraçado como somos conservadores até com as idéias! Hoje, aceito o fato de certas coisas que não me traziam uma sensação
boa, serem necessárias até para nossos mais legítimos e inocentes planos.

Como mudar - sem sentir um incômodo, como se movimentar, raciocinar - sem o minimo de adrenalina, como ser eu - sem ser egoísta,
como querer o bem - sem ter fé, como ser uma mulher forte, completa - sem ser frágil e menina, como ter a paz - sem fazer guerra (super
manjada essa, hehehe), como batalhar pelos sonhos- sem impulso, como ter coragem - sem medo, como ser seco- sem ser meloso, como fazer
a arte- sem a tristeza, ser feliz - sem a desilusão, a calmaria - sem o turbilhão, querer férias- sem produzir e suar, como querer o
silêncio - sem o barulho, querer ser amado - sem o aperto no peito, o bom senso - sem crítica, querer acertar - sem os erros, ter o conforto- sem as lágrimas, o produto - sem o esforço,
querer o genuíno- sem ter tido o falso, como apreciar a sinceridade- sem ter conhecido a mentira, ser justo - sem ter sido leviano,
ser sério - sem ser irreverente, ser seguro - sem tropeçar,a chuva - sem o sol, sentir o presente- sem a nostalgia...
Acho que das imagens do equilíbrio, a que restou foi a da balança. Tive que fazer uma volta, para concluir o mais óbvio.

Por isso, ser uma pessoa mais tranquila, quem sabe até mais equilibrada, não tem sido uma tarefa, e sim um fruto, por ter aceitado
todos esses ingredientes como necessários.

Nos aceitar, é libertador, e pode nos levar muito mais longe.





Meu mundo se resume a palavras
que me perfuram, a canções que
me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei."

Martha Medeiros

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Talking about revolution




Tem rémedio melhor do que passar a tarde com sua amigas antigas, lindas, inteligentes,
num festival de comida japonesa?

Amizade antiga tem disso, se você some porque está atolada de coisas p/ fazer, não rola cobrança,
elas sacam tudo sem eu ter que falar nada, e não importa onde seja, sempre é muito divertido.
Quando as novidades acabam, é só surgir uma história engraçada, e outra, mais uma... E a hora passa
num piscar...

Colecionamos situações bizarras, experiencias maravilhosas e MICOS inacreditáveis!!!

E saber que nos tornamos adultas, com caminhos profissionais completamente diferentes, vida corrida,
namoros, viagens, estudo, e mesmo assim continuamos em sintonia é sensacional.
Você poder olhar e pensar: caraca: QUE mulheres elas se tornaram!!!!

Um dia, perto do meu aniversário, visitei o colégio onde estudamos muitos anos e nos conhecemos.
Olhei para a quadra que jogamos volei,basket, handball, onde tivemos nossas festas juninas, feira do livro,
gincana, vi a arquibancada onde conversávamos comendo a pizza oleosa da cantina (mas era muito boa),onde eu falei "amo você" pela primeira vez sem ser para os
meus pais e sem ficar constrangida,
onde eu contava minhas descobertas ou algum problema, olhei as salas que hoje estão super modernas com câmera, quadro com pilot...

Me vi em algumas menininhas que estavam conversando na escada, e lembrei dos meus sonhos (muito fora da realidade, de menina hehehe),
dos finais de semana na casa das amigas- vendo filme, comendo brigadeiro, na piscina, andando de bicicleta, na praia, em festas proibidas
para menores de 18 anos, em shows, cinema, mc donalds depois da aula, jogando war, detetive, maumau, perfil, imaginando os homens das nossas
vidas, escolhendo nome de filhos, fazendo festinhas americanas onde cada um levava uma coisa mas o que importava mesmo era a dança da vassoura,
descobrindo músicas, comendo sem engordar (com o metabolismo a mil) vendo o corpo e o mundo mudar aos nossos olhos...

E descobri que continuamos as menininhas que eu vi na escada, com os mesmos sonhos, mesmas risadas, mesmo brilho no olhar...
E ainda mais, minhas meninas são mulheres éticas, ainda querem mudar o mundo, são inteligentes e sensiveis, e temos uma coisa
chamada ligação que levou anos para ser construida.

Vou colocar uma música do U2, que todo mundo conhece, mas quando soube o contexto da composição me arrepio ainda mais quando ouço:"A música "One", terceira faixa do Achtung Baby . Ela é uma linda canção de amor e já gerou diversas interpretações. A maioria das pessoas pensa que ela fala de um relacionamento entre um homem e uma mulher... Essa música vai muito mais além... fala de um tema forte: "AIDS". Um amigo de Bono faleceu dessa doença em 1990... e Bono escreveu "One" , uma letra que mostra um diálogo emocionante entre um filho prestes a morrer e seu pai, incrédulo diante da situação. "One" é muito mais do que uma simples música."

Às minhas meninas, e à todos os amigos:

One
U2

Composição: Bono Vox

Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame
You say one love, one life
It's one need in the night
One love, we get to share it
Leaves you, darling, if you don't care for it.
Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well, it's too late, tonight,
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One
Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus
to the lepers in your head?
Did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it's all I got
We're one, but we're not the same.
Well, we hurt each other, then we do it again.
You say:
Love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can't keep holding on to what you got
When all you got is hurt.
One love, one blood
One life you got to do what you should.
One life with each other: sisters, brothers.
One life, but we're not the same.
We get to carry each other, carry each other.
One love! One!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

city of blinding lights







Ontem, estava saindo da tijuca (niver vovô), e quando paramos no posto a luz acabou. Aí comentei - mãe, será que em casa também estará assim?!
E estava assim na ponte, e em Niterói todo.

Já em casa, fiz a "ronda" pelo celular para saber se estava tudo bem. Descobri que não foi só no Rio, em outros estados também.
Nessa hora, da falta de luz, me bateu uma saudade de todos, uma vontade de conversar, comer doce... As casas vizinhas devem ter ouvido nossa
conversa animada (com minha mãe).

Apesar do caos do Rio por causa do blackout, a gente esquece que muita coisa fica apagada por causa da luz!
Normalmente, quando chego em casa ligo o note, o som, tv... Vejo minhas coisas,como, tomo um banho e durmo.


Há muito tempo não acampo, e os dias que acampei foram uns dos melhores. O céu muito mais lindo, sem poluição do ar e sonora,
uma mistura de cheiro do mar e do mato, aproveitar o dia todinho, acordar cedo, fazer trilha, ficar isolado de tudo,
tomar banho com a água da cachoeira (a noite não é tão agradavel assim), tirar fotos de praticamente tudo, porque é tudo lindo,
conhecer pessoas que estão como você - com o cabelo parecido com o do Valderrama, chinelo, cara amassada, e biquini o dia todo-,
comidas simples, polenguinho com brioche de café, açaí todos os dias (a balança agradeceu muito), ouvir as barracas vizinhas à noite
por causa do silencio - um violão, histórias engraçadas, segredinhos, momentos íntimos (hahahahahahahaha)...

Acampando, tive um blackout da nossa vida corrida, dos problemas, da ansiedade... Pude simplesmente ser eu mesma, fugir da Larissa
modernosa, e fazer as coisas que realmente gosto.

E, como os de ontem, têm aqueles blackouts horrorosos, na hora da prova, de escrever p/ alguém e só sair "estou com saudade", de não responder
uma coisa importante, blackout na gente nas nossas emoções, idéias, rumos...

Tenho uma amiga, muito amiga , que sempre me ajudou nos meus blackouts, quando eu não soube o que fazer, quando fiquei sem saída e não
conseguia raciocinar, teve paciencia para me ouvir quando eu tinha muitas luzes mas estava completamente perdida, e tem me incentivado muito,
desde sempre, à escrever...


Blackout, na minha cabeça tem vários sentidos... Falta de energia geral, falta de ideias, fuga da rotina e dos problemas, "pane sentimental"...



Todos são válidos, só essa falta de energia de ontem que não, por favor.

E, é sempre bom saber, que uma hora a luz voltará, a mente voltará a ser fértil, as luzes das estrelas continuarão iluminando o camping e
nossos problemas terão saída...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Água nova brotando...




Meu post hoje não vai ser tão "dolce vita" assim, talvez um chocolate meio amargo, mas cheio de esperança.
Quando falam de coragem, eu já penso em saltar de para-quedas, sair pelo mundo com uma mochila nas costas, Bungee jumping, mergulhar com tubarões, raspar a cabeça,
fazer um carinho num animal feroz...

Mas a coragem está presente, e é necessaria todos os dias!!!

Coragem para apresentar aquele seminário na frente de varios amigos e de um professor crítico, levantar da cama quentinha com seu edredon maravilhoso num dia frio,
assumir um erro, inovar, lançar aquele corte de cabelo moderno, experimentar coisas novas, passar por cima do orgulho, investir,
conhecer, se abrir...

Coragem para mudanças maiores,para soltar aquela voz coagida, para mudar o país - que a gente diz que ama, mas ironiza e considera guerra perdida-,
coragem para mudar tudo cômodo e incômodo, de abrir mão das certezas em busca de incertos sonhos, de nos amar com toda imperfeição e nos mostrar pro mundo.

Será que com a tecnologia avançando na velocidade da luz, viramos máquinas que vivem na função? Ou nossos futuros computadores farão tudo mesmo: sair nas
ruas gritando esse absurdo todo que assistimos apaticos, pularão de para-pente e serão os novos empreendedores?
Escrevo, porque além de ter percebido que estou sem ação e omissa, quero homenagear uma amiga guerreira, evoluída e CORAJOSA que tenho do lado. Ela vive
de peito aberto, busca pelos seus sonhos e não por projetos mesquinhos, é capaz de gritar para qualquer um ouvir o que pensa, e o que quer.

Vamos todos: nos humanizar, batalhar, semear, "mostrar a cara", amar, ser, cuidar, mudar, enfim VAMOS EXPLODIR!
Precisamos dar o start...~

Brasil

Cazuza



Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...

Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim"

Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...