terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Retalhos


Nunca gostei muito da palavra retalho, me lembra retaliação, coisas cortadas... Mas num dia desses, em que estava com as emoções a flor da pele, vi uma colcha maravilhosa, de retalhos, e pensei: "Caraca, todos nós somos retalhos, somos como essa colcha. Onde cada pedacinho retrata um período da sua vida, mostram traços, revelam sentimentos... E cada pessoa nos ajuda nessa construção, traz cores, estilos, enriquecem nossos desenhos... E aquela pessoa que está sempre lá, presente em toda construção da colcha, estimulando nosso trabalhado, dizendo quando uma costura não está legal... Somos resultados do meio, de pessoas, da genética, do trabalho e principalmente do amor. Cabe somente à nós, a construção da nossa vida, e ela certamente ficará muito mais linda se for feita com amor.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

i am mine




Na solidão, eu me faço. Sou certa de mim, não temo falhar. Me olho, contemplo minhas lembranças, me dou ao prazer de fazer o que quero, olho minha beleza e dou risada dos meus erros.

Na solidão, eu sou eu mesma, me permito ser forte e frágil, ser mulher e menina, ser guerreira e princesa esperando um salvador, sou quente e me recolho, sou fogo e água, pimentinha e insossa.

Na solidão me entendo, no meio da minha profundidade. Me cobro, e vou lá. Mergulho nos livros,
vivo em sonhos, me delicio com uma taça de vinho, ou com o que me vier à cabeça.

Na solidão sou livre, me preocupo somente em me questionar, me conhecer, me regar, me renovar...

Na solidão sinto falta, dou valor, consigo enxergar, ver nuances, escuto o silêncio, sinto vontade de lutar...

Na solidão sinto vontade dos amados, e na multidão quero ser só.





"ONDE A DOR NÃO TEM RAZÃO"
-Paulinho da Viola e Elton Medeiros.

Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão

Nele a semente de um novo amor nasceu
Livre de todo rancor, em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Esta felicidade ainda

Quem esperou, como eu, por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer.






Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar








Eles são citados em livros, filmes, contos, músicas... Na maioria das vezes, são narrados, definidos e homenageados de uma forma doce. Compartilham histórias, conhecem você - apesar de toda complexidade-. Aquele conselheiro, um pouco palhaço, um pouco irmão, um pouco mãe, um pouco filha também... São pessoas escolhidas para o nosso convívio, para o nosso desabafo, para mostrar todos os lados, para serem companheiros em qualquer aventura, para dizer "para sempre com você" - sem medo de ser piegas, louco de pedra-. Verdadeiros anjos na terra, imagine só o trabalho que a vida teve só para fazer esse encontro acontecer?
As vezes nem mesmo um bom livro, uma música alta, a família, o namorado, 2 litros de sorvete, conseguem fazer você sorrir.
SÓ MESMO O SEU AMIGO.



Em 1992 tive um grande encontro. Na verdade, só fui ter consciencia desse encontro anos depois.
Ela era loirinha, cheia de sardas, com o cabelo escorrido, agitada, cheia de opinião, e bem metidinha (mas tão lindinha!!!).

Nós não batiamos, aliás discutiamos muito, nossas amizades eram completamente diferentes. Bem, não sei como nos acertamos, só sei que não me imaginava mais sem essa amiga divertida do lado. Até o dia em que consegui me abrir, pela primeira vez, para a primeira pessoa em 2000. Aí pronto: era a pessoa que mais sabia de mim, que sabia me divertir, me acalmar, me segurar nas explosões, me aconselhar...


Um pouco antes disso, nosso maior sonho se realizou - fui morar pertinho dela - e tivemos o luxo de sair toda tarde, para nos
visitarmos DE BIKE!!!! Estudávamos juntas, fazíamos espanhol depois do colégio, e depois ainda andávamos de bicicleta a tarde toda.
As visitas de bike acabaram quando o dragon (in memoriam)- o rottweiler dela, comeu a minha bike, estacionada lá. HAHAHAHAHA

Sem contar com aquela casa maravilhosa, que eu me sentia muito à vontade, que era cheia de guloseimas, que tinha aquele computador
(o primeiro das amigas com internet), aquele quarto mágico, TUDO!

Era aquela amiga completona: estudiosa (me ajudou muito), inteligente, engraçada, pura, desajeitada, safa, animada, cumplice, confidente...
Nos víamos na aula, nas festinhas de 15 anos, passávamos o fim de semana uma na casa da outra, rock'in'rio, carteira falsificada, praia, piscina, cinema, laser shot, filmes bizarros caseiros, filmes toscos alugados, muito catupiry com pizza, concurso de arroto regado à coca-cola, luau, brigadeiros disputados à tapa, sociedade nas roupas, fanátismo por música, cartinhas de niver, de desculpas, de desabafo, inúmeras zuações nos passeios da escola, nas viagens, no carro quando os pais dela levavam e meu pai e irmãos buscavam dos lugares...

Os anos passaram, nossa amizade foi de estudos sociais, à nox de química, à trabalhos na faculdade, à formatura dela em jornalismo...


Essa capricorniana, foi meu refúgio quando meus pais se separaram,meu primeiro "eu te amo" para um amigo, passou mal quando soube do meu atropelamento,foi o tema da minha redação da UFF, chorou comigo quando vimos meu resultado no vstibular,me deu dicas para a entrevista de trabalho e vai ser sempre meu porto seguro.

Quando era novinha, pedia muito à Deus e aos meus pais uma irmã. E realmente, a vida não poderia ter sido mais bondosa, mais precisa,
mais coerente quando trouxe essa irmã de alma, também filha de yemanjá, para o meu lado.

Quem ler, pode até pensar que somos parecidas. Até somos, em muitas coisas. Mas ela é meu ponto de equilíbrio. Eu sou o impulso, ela a reflexão, a razão. Não concordamos em diversos pontos, fazemos leituras sempre diferentes, de repente o que faz da nossa amizade ser sempre rica, ter assuntos inacabáveis.

Por mais maluca que seja minha idéia, ela está lá, confiante, cobrando sempre a minha entrada na batalha, certa de que vencerei.


Há muito não brigamos, nos ligamos de madrugada sem o menor problema quando precisamos, estamos sempre em sintonia,nossas mães ficaram muito amigas, os amigos dela se tornaram meus e os meus dela,nos entendemos, e continuamos as mesmas menininhas, bobinhas de sempre... É amizade antiga tem disso.


Decidi escrever hoje, porque dia 2 de fevereiro é um dia muito especial para nós duas. Fizemos nosso refúgio no mar, não importa o turbilhão que estivermos, encontramos nossa paz lá.

Minha querida amiga, escrevo um texto pobre, e muito à quem da pessoa espetacular que você é.
Minha irmã de alma, pedaço de mim, amiga de sei lá quantas existencias. Certamente nossa amizade sempre se renovará, e à cada dia descobrirei um pouco mais desse presente sardento que a vida me deu. =)


* E nem preciso dedicar à criança que você foi. Porque na nossa amizade, ela nunca deixou de existir.
*"Grandes desafios serão dados à grandes mulheres". E não é que aquele homem do samba, que se despediu com essa frase de efeito, estava certo?!





Quando o dia vem varando a alvorada
Antes mesmo de nascer a luz do sol
A beleza nunca é desperdiçada
Existe
Sozinha

Quando a água morna molha nossas pernas
E a areia massageia nossos pés
A beleza sempre é compartilhada
É sua
É minha

Nas manhãs de Itapuã que o vento varre
Os coqueiros já conhecem as canções
Repetidas ou
Repentinas vêm
Consolar o meu coração
As vontades vêm
As saudades vão
Amanhece mais um verão

No calor do sol o céu da boca salga
E o mar na alma acalma o caminhar
Pra que haja areia sal e água e alga
As ondas
Não voltam

Cada dia uma nova eternidade
Para sempre aquela pedra roncará
A aurora se transforma em fim de tarde
De novo
De novo

Quantos risos misturei ao som das águas
Quantas lágrimas de amor molhei no mar
No mais íntimo
Dos mais íntimos
Dos lugares desse lugar
Lugar público
Colo e útero
Amoroso de Yemanjá

Arnaldo Antunes











































quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Você é o próprio pequeno príncipe


Li ontem a dedicatória do autor de "o pequeno príncipe" e achei muito legal. Ele dedica o livro para a criança que o amigo dele foi. E isso nunca fez tanto sentido para mim.

E de fato, tenho escrito aqui muito sobre a admiração e a saudade que sinto da infância. E cada vez mais tenho entendido o porque.

Engraçado, porque desde menininha eu sabia que depois de uns anos, teria que guardar minha criança numa caixinha.

Aqueles questionamentos, a curiosidade sobre a funcionalidade da vida, as opiniões discutidas com amigos quase que aos berros, as brincadeiras à qualquer momento, a liberdade no estilo, a espontaneidade, a revolta quando uma árvore ia ser derrubada, a vergonha sentida quando se via um morador de rua passando por muitas necessidades, a amizade feita durante uma brincadeira, a despreocupação com o que o outro tinha ou sabia...


Hoje, as pessoas que vestem a camisa do "gentileza", não são gentis na rua, no trânsito, no restaurante, em casa, no trabalho, com a família... Não se preocupam em criar laços, sorrir de graça, desejar um bom dia, fazer uma piadinha para descontrair...


Sem contar com os adultos, alguns até fazem parte da minha geração. Adultos pedantes, nova elite intelectual, "tentando resgatar" a cultura e a boemia no Rio. Restringindo seu seleto grupo aos que conhecem os romancistas e psiquiatras "do momento", se vestem do mesmo jeito, com iguais hábitos, expressões, gestos, leem, veem, e escutam - não pelo prazer, mas para se diferenciarem dos "ignorantes". Chega a ser engraçado, porque quanto mais forçam, menos se parecem com nossos artistas. Quando as reuniões eram e são feitas por acaso, onde todos trocavam idéias- Pintores, escritores, cantores, arquitetos, advogados, modelos, engenheiros, jornalistas, sem profissões mas com um puta talento. E vinham de vários lugares, com ou sem grana, de todas raças, credos, idades... Muito diferente desses jovens carrancudos, que acham que a arte precisa ser forçada, cercada de pessoas "com conteúdo", excluindo os que "não podem acrescentar". Pessoas que não fazem arte pelo simples fato dela brotar, mas pelo status.


Quando li pela primeira vez "O pequeno príncipe", era criança e uma amiga (que tinha uma visão, que só fui ter depois) me atentou para a parte "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Sinceramente na hora, não saquei nada. Reli aos 16 anos, e chorei em muitos momentos, uma fase que as lágrimas lavavam meu rosto com uma certa frequência. Até que, quando tive um tempo, o dediquei ao reler um livrinho comprado pela minha mãe em 1985, todo coladinho, passando a frente de vários livros: "LE PETIT PRINCE" hahahahahaha!
Nossa, como um livro, escrito de uma forma tão simples, consegue mostrar o essencial, nos
cobrindo de vergonha por ter esquecido de coisas tão simples e importantes. Sei que tirarei mais lições, quando pega-lo para ler de novo.

E realmente, minha querida amiga, somos responsáveis sim por quem nos ama. Aqueles que sentem nossa saudade, se preocupam com nosso bem estar, nos esperam, querem nossa presença só porque alegramos o ambiente delas, torcem e comemoram junto nossa vitória.Temos que regar sempre nossas rosinhas...

E temos também que alimentar nossa criança, perdida em algum lugar nos nossos olhares sobre a vida. Fazer contato sem interesses maiores, entender que apesar de toda diferença somos todos iguais, poder gargalhar, sorrir de graça, brincar, acreditar no mundo, ficar revoltado quando nosso meio ambiente for massacrado, querer a felicidade do outro, questionar, ensinar, ter prazer simplesmente por estar vivo...


“Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior, com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.

"Uma pessoa para compreender tem de se transformar."

“On le voit bien qu’ avec le Coeur. L’essential est invisible pour les yeux.”

Le Petit Prince

Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Você tem medo de quê?


Queremos proteção, saúde, caminhos abertos, morremos de medo da inveja alheia -acompanhada da famigerada energia negativa.
Sempre ouvi dizer que a auto-sabotagem era o maior inimigo na vida de alguém, nunca havia entendido muito bem isso,
considerava até um exagero.

Até realmente perceber a presença da auto-sabotagem, em mim, em vocês, em tudo...
Nós podemos realmente ser nosso maior inimigo, a pessoa que corta a própria asa.
Quando nossas neuras ainda não existiam, nós nos aventurávamos em engatinhar, pegar um bichinho no chão, não ter "nojo" de nenhuma
comida, falávamos com estranhos, não subestimávamos nossa capacidade. Aí vem aquela fase do colégio, onde os medos começam, os complexos
brotam, as palavras não saem... Mas ainda sabemos nos desligar, ser divertidos. Adolescência nem se fala né? Fase adulta:
Uma enxurrada de questionamentos, padrões comprados, medos que não se tem mais a lembrança de onde vieram, fobias diversas, "não tenho
mais tempo", "serei ridículo se fizer isso", "tais coisas são aceitas?", "mulheres maduras não se apaixonam, não usam minissaia,
não podem se permitir tanto, "homens coroas ficam parecendo bobos por quererem se aventurar numa moto, numa jornada, numa nova vida, depois de tanta luta"
... TCHAU neura!!!!!!!Adeus preconceitos, padrões ultrapassados, pensamentos tacanhos, covardia que aprisiona a verdadeira liberdade...

Vamos estimular nossas crianças, nossos adolescentes, à viver plenamente, à lutar, sem serem tolhidos por idéias pequenas, às mulheres serem elas,
usarem toda sabedoria e beleza à seu favor, não se reprimirem, afinal elas merecem se dar todo prazer, nossos homens que ralaram a vida inteira,
viveram inúmeras frustrações, tiveram sonhos desfeitos ou adiados, que embarquem na viagem que vier na telha, à nossos senhores e senhoras, que
contem quantas vezes quiserem a história que for, falem por horas, colecionem a novidade que for, usem aquele cabelo roxinho
sem restrição, NÓS MERECEMOS!!!

Me incluo quando digo isso, mas sinceramente: "I Want To Break Free"!!!Enfrentando nossos "inimigos", e descobrindo que somos muito, mas muito maiores que eles...

Quantas coisas mais poderemos construir, quantos fios de cabelo branco evitar, noites bem dormidas, sensação de peito mais leve,
definições vindas sem esforço, estar pelo simples fato de querer, e não de "ter que".

Tarefa difícil, eu sei, mas nada que não possa ser administrado. Fazer uma faxina geral no que não é mais necessário, no que nunca foi,
e buscar naquela caixinha o que você realmente quer, SEM AMARRAS!

"Somos nossos próprios deuses", os protagonistas, quem realmente cria a própria realidade...

"SOLTE SUAS ASAS, SOLTE SUAS FERAS"

"Quanto mais louco você parecer, mais perto da normalidade está"


"Meu maior medo é ser feliz para sempre" - Divã

Boa síntese






Eu, Modo de Usar:

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!

Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nós










Todo mundo já deve ter pensado o mais óbvio né? "SE MEUS OLHOS TIRASSEM FOTOS?"
Sinceramente: os meus teriam tirado fotos maravilhosas!
Engraçado como certas cenas são comoventes, engraçadas, de tirar o fôlego, inspiradoras...
Mas só você sabe o quanto foi. Isso é especial. Adoro saber de histórias: de amor, de micos, de vitórias, de suspresas...
Mas só quem viveu sabe a emoção que foi!

Outro dia vi dois adolescentes se despedindo... Fiquei olhando descaradamente! Ái que momento lindo... Quem observou viu:
os dois puros, cheios de hormonios (hehehehehe), uma visão ainda não corrompida da vida, um carinho diferente...
A gente esquece né? Com tantas experiências, o quanto vale se entregar com toda força, como se aquele malabarista não tivesse uma
rede embaixo.

É engraçado como nossa forma de encarar as coisas muda. Bem pequena ouvi: "Não dê nada, esperando algo em troca. Não fale mal e não coloque
também grandes expectativas nas pessoas. Todos erram."
Peguei isso como minha verdade durante muitos anos. Me doei, me entreguei, mergulhei de cabeça...Sem cobrar, sem querer nada em troca. Com isso aprendi muito, não sei se tivesse
me preservado um pouco mais, se teria tirado tantas lições.

Hoje sinto que precisamos sim ter algo em troca. Somos humanos! O equilíbrio é sempre necessário. Pode haver entrega- mas com sua fragilidade protegida-, podemos nos doar- sem nos maltratar-, podemos fazer pelas pessoas- mas nada além do que mereçam-.

Amanhã não sei o que sentirei... Apesar de extremista, hoje consigo ver muitos caminhos além do 8 e do 80. Só sei dizer que a estrada do meu
aprendizado é longa... Ainda bem!

Tenho que dizer: Fiquei muito decepcionada com as pessoas em alguns momentos, já falei várias vezes que os bichos são melhores que nós, mas ainda sou apaixonada por elas. Ver alguém triste me dói muito, do mesmo jeito que me enche de alegria saber da vitória de alguém.

Nesse post, completamente confuso e misturado, quis dizer o quanto nossas lembranças são valiosas, lembranças que trazem um cheirinho,
um gosto, um aperto, nos fazem sorrir... E o quanto somos iguais. Na alegria, na dor... Muito iguais. De repente o que nos diferencia é a postura diante das situações da vida, e a nossa capacidade de renascer.

Tenho saudade de alguns tempos, de algumas amizades que se diluiram, pessoas que ja se foram e um pouco da minha pureza. Mas quando quero matar a saudade
fecho meus olhos, num momento meu, e revivo tais cenas marcantes...


Nem todo momento está em sintonia. Mas você, com um pouco de sensibilidade pode guardar, e aprender
coisas excepcionais, só observando...

Coloquei também algumas fotos que me trazem saudade.




"Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores.

Zélia Gattai



''The Way We Were''

Babra Streisand


Memories
Like the corners of my mind
Misty watercolor memories
Of the way we were
Scattered pictures
Of the smiles we left behind
Smiles we gave to one another
For the way we were
Can it be that it was all so simple then
Or has time rewritten every line
If we had the chance to do it all again
Tell me - Would we? Could we?
Memories
May be beautiful and yet
What's too painful to remember
We simply to choose to forget
So it is the laughter
We will remember
Whenever we remember
The way we were
So it is the laughter
We will remember
Whenever we remember
The way we were